Sabe aquele momento que o coração diz "vai" e a cabeça grita "corre que é cilada"? Pois é, essa briga não começou ontem. E quem já dava o papo reto sobre isso, lá na Grécia Antiga, era ninguém menos que Platão.
O filósofo via a nossa alma como uma biga (aquela carroça de guerra) puxada por dois cavalos que não se bicam:
O Cavalo Branco (A Razão): É o bicho controlado, que gosta de ordem, pensa no futuro e sabe o que é certo. É a parte que quer te fazer estudar, economizar dinheiro e comer salada.
O Cavalo Preto (A Emoção/Desejo): Esse é o rebelde. Só quer saber de prazer agora, agir pelo impulso e, se bobear, te joga no precipício. É a parte que quer ficar no sofá, torrar o cartão e comer um X-tudo.
A Treta: Pra Platão, se o cavalo preto assumir o controle, é bagunça na certa. A razão (o cocheiro) tem que estar com a rédea curta, guiando os dois pra um lugar bom, usando a força do cavalo preto pra mover, mas sem deixar ele fazer o que quer.
A Moral da História: Não é pra virar um robô sem sentimentos, mas pra entender que, na nossa vida, é a Razão que tem que segurar o volante (ou a rédea). Se você deixar a emoção mandar em tudo, você vai viver uma vida de impulso, e lá na frente a conta chega.
Assista ao vídeo:
E aí, quem anda ganhando essa queda de braço na sua cabeça? Comenta aí!
