Quantas vezes você ouviu: “Se fizer isso, vai para o inferno”? É quase um mantra por aí. Mas por quê? Porque o medo do "mal" é uma das ferramentas mais antigas de controle.

Você é cristão? Crê em Deus e na Bíblia como palavra Dele? Tudo bem. Pode parar por aqui. Mas se você ficou... vamos questionar.

Independentemente da sua crença, você é livre? Em partes, sim — senão os filósofos me cobram, rs. E sendo parcialmente livre, você escolhe entre bem e mal, certo? Errado.

Você é produto de alienação — educação, mídia, família, religião, sociedade. Elas moldam o que chamamos de "bom" e "mau" antes mesmo de você pensar.

Quando falamos bem/mal, fica implícito que ambos existem e operam. Senão não precisaríamos reprimir nada. A questão de verdade não é "ser bom ou mau", mas: Quando é necessário ser bom? Quando é necessário ser "mau"? O que é justo, de verdade, nesse jogo?

Minha sugestão prática (testada na vida real): Nos próximos dias, observe as atitudes que as pessoas têm com você. Depois, aja na mesma medida. Reciprocidade pura.

Se te derem um soco e você aguentar → devolva. Se não aguentar → use outros caminhos: justiça legal, meios "espirituais", silêncio estratégico, ou simplesmente saia da relação. Equilíbrio é a chave — como o Yin-Yang ensina.

Não estou te pedindo para ser o "bonsinho" que leva tapa e oferece a outra face. Nem para virar vilão por esporte. Estou te convidando a ter coragem de viver de verdade, entender como a banda toca, conhecer o bem e o mal na pele — e, quem sabe, ir além deles.

Como disse Nietzsche: "Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."

Pare de acreditar na utopia de um mundo onde só amor basta. Não basta. Podemos melhorar o mundo e as pessoas ao redor, sim. Mas sem jamais abrir mão da lei da reciprocidade a nosso favor.

E você, o que acha? Já viveu situações em que teve que escolher o "mal menor" para proteger algo maior? Me conta nas redes — vou adorar discutir isso com você!

Aquele abraço forte!